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'Discussão do gasto público é de primeira ordem', diz Levy

23/06/2015 - O Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, enfatizou a importância dada pelo governo ao controle de qualidade do gasto público e disse serem “precipitadas” as especulações sobre alterações na meta fiscal.

“Ainda é um pouco precipitado a gente querer fazer qualquer movimento em relação à meta. Não adianta querer tirar o sofá da sala. Eu acho que, se a gente tem dificuldades, a gente tem de trabalhar”, disse Levy nesta terça-feira (23), ao participar do lançamento do livro "Avaliação da Qualidade do Gasto Público e Mensuração da Eficiência", no auditório do Ministério da Fazenda.

O ministro disse que o Governo está conseguindo reduzir as despesas aos níveis de 2013, porque propôs discutir o gasto discricionário em comparação com anos anteriores. Segundo ele, em vez de "discutir quanto se estaria gastando em valor do orçamento, nós procuramos discutir quanto seria gasto em relação a outros anos".

Levy disse que está estudando medidas para superar a queda na arrecadação, como a abertura de capital do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). “"São medidas que permitem de um lado a gente ter mais receita e, ao mesmo tempo, trazer dinamismo para diversos setores”", disse. Levy ressaltou que algumas medidas podem não se reverter em recursos diretos para o Tesouro, mas criam novas perspectivas de negócios.

Sobre a publicação, o Secretário do Tesouro, Marcelo Saintive destacou a participação de diversos pesquisadores acadêmicos entre os colaboradores e agradeceu "àqueles que vão nos ajudar a voltar a trazer esse tema à pauta para a sociedade”".

Organizado por Rogério Boueri, Fabiana Rodopoulos e Fabiana Rocha, o livro "Avaliação da Qualidade do Gasto Público e Mensuração da Eficiência" é uma parceria do Tesouro Nacional com o Banco Mundial e pesquisadores acadêmicos. Do total de 23 autores, 10 são servidores da Secretaria do Tesouro Nacional.

Fonte: ACS/MF.